Recolha de pneus agrícolas de grande dimensão

Pneus agrícolas de grande dimensão: o que a norma exige e o que a oficina deve fazer

Os pneus agrícolas de grande dimensão não são um resíduo “qualquer”: o seu volume e a necessidade de rastreabilidade obrigam a gestão por canal autorizado. Em 2026, a TNU reforça o limiar (+1.400 mm) e o papel dos SCRAP, com o Real Decreto 712/2025 a apertar obrigações de financiamento, controlo e acompanhamento.

Resumo executivo

  • Limiar técnico: pneus de mais de 1.400 mm de diâmetro entram no foco.
  • Obrigação na substituição: ao vender um pneu equivalente, a oficina/fornecedor deve assumir o usado com fatura/comprovativo.
  • SCRAP e rastreabilidade: recolha e gestão via Sistemas Coletivos de Responsabilidade Alargada do Produtor.
  • Norma reforçada: o RD 712/2025 aponta para mais controlo e rastreio do resíduo.

1) Que pneus entram no foco: o critério de +1.400 mm

A comunicação da TNU dirige-se a utilizadores de maquinaria agrícola e industrial, como tratores e ceifeiras. O critério prático é o diâmetro: mais de 1.400 milímetros. A partir daí, a orientação é clara: não armazenar sem controlo nem abandonar, porque existe circuito legal de gestão.

2) SCRAP: por que importa à oficina e ao cliente

No dia a dia, “SCRAP” traduz-se em dois pontos críticos no balcão e na operação:

  • Quem organiza a recolha e por que canal.
  • Como se assegura a rastreabilidade, evitando que o resíduo fique fora do sistema.

3) Obrigação da oficina/fornecedor quando se vende um pneu equivalente

A regra operacional é simples: quando o utilizador compra um pneu novo equivalente (mesma categoria ou uso), a oficina ou o fornecedor deve assumir o pneu usado, desde que a compra seja comprovada com fatura ou documento equivalente.

Se a recolha não ocorrer no momento da troca, a mensagem do setor sublinha que o utilizador pode lembrar que se trata de uma obrigação e que o custo de gestão já está incluído na aquisição do pneu novo.

4) Se o cliente levar o pneu usado: o que guardar e como ativar a recolha

Quando o utilizador guarda temporariamente o pneu fora de uso, o ponto crítico é documental: guardar a fatura, onde consta o código identificativo que permite solicitar a recolha posterior através do SCRAP correspondente.

Para a oficina, isto implica uma recomendação simples na entrega: esclarecer que a fatura (e o código) é essencial para voltar ao circuito autorizado.

5) Checklist rápido para a oficina

  • Confirmar se é grande dimensão (+1.400 mm).
  • Garantir fatura/comprovativo claro na venda do equivalente.
  • Definir procedimento: zona de acondicionamento segura e coordenação de recolha por canal autorizado.
  • Se o cliente guardar, reforçar: fatura + código para pedir recolha.
  • Evitar acumulação: a chave é dimensão + rastreabilidade.

Fuentes

André Ferreira Capelo
André Ferreira Capelo

Profissional com sólida experiência na gestão de stock e forte visão estratégica, focado no crescimento de empresas B2B no mercado digital e online. Especialista em e-commerce, otimização de processos comerciais e implementação de soluções tecnológicas, com orientação para resultados e estratégias de crescimento empresarial no setor automóvel.

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