O pós-venda independente confirma a sua evolução positiva com aumentos de 3,1% para os fabricantes e de 8,3% para a distribuição face ao mesmo período do ano anterior. Os dados refletem um cenário de avanço sustentado apesar da pressão sobre as margens comerciais e da incerteza regulamentar.
- Crescimento no primeiro trimestre: Os grupos de distribuição lideram a subida com 8,3%, superando os 3,1% registados pelos fabricantes de componentes.
- Previsões anuais: O setor estima um aumento homólogo de 6% na distribuição e de 3,4% no fabrico no final de 2026.
- Gestão de inventários: Cerca de 37% dos distribuidores aumentaram o seu stock destinado a veículos ligeiros durante o início do exercício.
- Desafios operacionais: A rentabilidade, as margens e a retenção de pessoal técnico consolidam-se como as principais preocupações do setor.
Evolução económica no arranque de 2026
O mercado do pós-venda automóvel iniciou 2026 dando continuidade à trajetória de crescimento registada no exercício anterior. Segundo o Observatório da Atividade do Pós-venda, elaborado por associações setoriais de referência, o primeiro trimestre evidencia a resiliência da cadeia de abastecimento perante um parque circulante que já apresenta uma média de 15 anos de idade.
| Elo da Cadeia | Crescimento Q1 2026 (vs Q1 2025) | Previsão Q2 2026 | Previsão Final 2026 |
|---|---|---|---|
| Grupos de distribuição / Grossistas | +8,3% | +5,1% | +6,0% |
| Fabricantes de peças | +3,1% | +1,9% | +3,4% |
Perspetivas e logística no fabrico de peças
Os dados revelam que 37% dos fabricantes registaram um aumento nas devoluções ou reajustes de inventário provenientes do mercado de veículos ligeiros durante este primeiro trimestre. Esta flutuação logística obriga a otimizar os fluxos de distribuição para evitar ruturas de stock ou excessos de imobilizado.
Para o segundo trimestre, os fabricantes antecipam uma moderação no seu crescimento, projetando um +1,9%. Entre os seus principais desafios operacionais destacam-se a estabilização dos custos de matérias-primas, a melhoria da rentabilidade e a mitigação da incerteza nas cadeias de abastecimento internacionais.
A realidade da distribuição independente
Por sua vez, os distribuidores de peças mostram um dinamismo superior. O aumento de stock reportado por 37% dos operadores responde a uma estratégia de antecipação para garantir a disponibilidade de peças às oficinas mecânicas. A previsão de crescimento de +5,1% para o segundo trimestre reflete a força da procura em reparação e manutenção.
Apesar dos números positivos, a distribuição enfrenta desafios estruturais. A pressão sobre as margens comerciais, a dificuldade em incorporar pessoal qualificado e a adaptação às novas normativas de mobilidade continuam a exigir uma gestão ágil por parte das gerências dos retalhistas.
Um serviço essencial para a mobilidade
A capacidade da rede de distribuição de fazer chegar a peça correta no momento exato continua a ser o pilar da manutenção do parque automóvel. Num contexto onde a fiabilidade dos veículos envelhecidos depende da peça independente, a profissionalização das compras e a eficiência nos processos internos revelam-se vitais para consolidar este crescimento sustentado durante o resto do ano.
Fontes
- https://www.canalneumatico.com/es/la-facturacion-de-fabricantes-de-recambios-y-distribuidores-mantiene-su-crecimiento-en-el-primer-trimestre-de-2026_edv8xx9016gjy0lg5542glyd
- https://www.posventa.info/texto-diario/mostrar/5922607/fabricantes-distribuidores-recambios-inician-2026-crecimiento-facturacion
- https://www.posventa.com/texto-diario/mostrar/5922634/facturacion-fabricantes-distribuidores-recambios-crece-19-51-respectivamente
- https://mundorecambio.info/sigue-el-crecimiento-de-la-posventa-en-2026/

