A negociação entre oficinas e seguradoras volta a ganhar protagonismo com o anúncio de uma coligação de associações de carroçaria impulsionada pela ASETRA e pela APROTALLERES . O objetivo é coordenar uma posição comum para discutir preço/hora, tabelas de tempos e condições dos materiais de pintura, pontos que — segundo o comunicado — colocam em risco a viabilidade de muitos reparadores.
Resumo executivo
- A iniciativa nasce após uma reunião a 29 de janeiro e define-se como coligação “aberta” a novas associações.
- Identifica três alavancas económicas: preço/hora abaixo do PVP da oficina, tempos avaliados por baixo e pintura/material subcompensados.
- Refere análise de condições 2026 com MAPFRE e reuniões próximas com a Mutua Madrileña.
- Define quatro objetivos: unidade, ajuste à realidade económica, mudança de modelo e respeito pela concorrência.
1) O que foi proposto e porquê agora
Segundo a notícia da Infotaller , o ponto de partida foi um encontro promovido pela ASETRA, com várias associações nacionais e a sua comissão de carroçaria. O impulso imediato estaria ligado à atualização de condições para 2026 e à preparação de reuniões com seguradoras, o que leva as entidades a procurar uma representação mais coordenada.
2) Aderentes e pontos a “blindar”
A notícia indica que a CONEPA poderá juntar-se após aprovação interna e que a CETRAA esteve presente, mas terá de debater a sua posição. Também refere GANVAM e FAGENAUTO como entidades potencialmente convidadas numa fase seguinte.
- Unidade de ação e representação perante seguradoras.
- Relação comercial alinhada com custos reais do setor.
- Mudança de práticas consideradas prejudiciais para a oficina.
- Concorrência e mercado como enquadramento explícito.
3) Implicações para a pós-venda
Para oficinas de carroçaria, a coligação pode aumentar coerência negocial e reforçar a defesa técnica/económica de preço/hora, tempos e materiais. Para redes e peritagem, o desafio será transformar critérios comuns em práticas aplicáveis sem distorções, mantendo o respeito pela concorrência.
Checklist / Conclusão (ação, sem vender)
- Rever condições atuais: preço/hora, tempos, materiais.
- Documentar custos e desvios com rastreabilidade (ordens, fotos, consumos).
- Normalizar critérios internos de tempo e justificar tecnicamente exceções.
- Preparar argumentário económico (custos diretos/indiretos, resíduos, mermas).
- Acompanhar comunicados das associações e calendário de reuniões.
Fontes (consultadas e ligadas):
- ASETRA: https://asetramadrid.com/
- APROTALLERES: https://aprotalleres.org/
- CONEPA: https://www.conepa.org/
- CETRAA: https://www.cetraa.com/
- MAPFRE: https://www.mapfre.es/particulares/
- Mutua Madrileña: https://www.mutua.es/
- GANVAM: https://ganvam.es/
- FAGENAUTO: https://www.fagenauto.es/

