Oficina preparada para veículos eletrificados em 2026

As vendas de eletrificados crescem em Espanha: o que muda na oficina e no recambio em 2026

Janeiro de 2026 começa com um crescimento forte nas matrículas de veículos eletrificados em Espanha, enquanto globalmente há sinais de abrandamento em mercados-chave. Para a posvenda, isto é um alerta prático: mais parque eletrificado e mais exigência técnica no dia a dia da oficina.

Resumo executivo:

  • Mais eletrificados, mais exigência técnica: reforço de formação HV e procedimentos.
  • Peso e binário: impacto em pneus, suspensão e alinhamento, sobretudo em BEV.
  • PHEV em alta: dupla motorização = manutenção mista (térmico + alta tensão).
  • Diagnóstico e segurança: necessidade de EPI, ferramentas isoladas e protocolos.
  • Planeamento de recambio: térmica, travões, refrigeração, carga e sensores ganham relevância.

1) O que mostram os dados: um janeiro forte em Espanha

Segundo dados divulgados pela ANFAC, janeiro de 2026 regista 16.654 vendas de veículos eletrificados, com crescimento de 46,7% e quota próxima de 18,6%. Em paralelo, os híbridos não plug-in mantêm peso elevado, o que significa que a oficina continuará a lidar com uma mistura tecnológica ampla.

Na prática, o aumento de PHEV e BEV traz mais casos de manutenção “normal” (travões, pneus, climatização, vibrações) mas com rotinas adicionais: segurança de alta tensão, diagnóstico mais estruturado e verificação cuidadosa de sistemas térmicos e elétricos.

2) Contexto global: porque interessa ao aftermarket espanhol

A nível mundial, há publicações que indicam um início de ano mais irregular, com quedas em China e Norteamérica e crescimento na Europa, mas mais lento do que em meses anteriores. Para a posvenda em Espanha, isto pesa em:

  1. Disponibilidade/custo de componentes (eletrónica, sensores, cablagem, térmica).
  2. Mix de modelos que chega ao parque, influenciando ferramentas, tempos e stock.

3) Implicações diretas para a oficina: do atendimento à entrega

  • Segurança HV: zonas e procedimentos claros antes de intervir.
  • Diagnóstico: leitura de avarias e dados; atenção especial à bateria 12V e à gestão térmica.
  • Travões: regeneração reduz desgaste, mas pode aumentar corrosão se o uso for suave; convém manutenção preventiva.
  • Pneus e alinhamento: maior peso/binário pode acelerar desgaste e tornar desalinhamentos mais “caros”.

4) Checklist rápido de preparação (oficina + distribuição)

  • Formação mínima para equipa de receção e intervenção.
  • EPI e ferramentas adequadas e procedimento de consignação.
  • Processos: checklists HV e controlo final.
  • Stock: consumíveis, travões, pneus, refrigeração, conectores e sensores.
  • Comunicação: explicar tempos extra por segurança e diagnóstico.

Fontes:

Santiago Oliveira
Santiago Oliveira

Sou um profissional orientado a detalhes e comprometido com a melhoria contínua, especializado em garantir altos padrões de qualidade e em construir relacionamentos sólidos e duradouros com os clientes. Meu foco está em entender profundamente as necessidades do usuário, identificar oportunidades de melhoria e acompanhar as equipes rumo à excelência operacional.

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