Distribución de recambios crece 6,8% en 2025 (ANCERA)

ANCERA: o canal de peças cresceu 6,8% em 2025 e supera previsões

O canal de peças em Espanha fechou 2025 com um crescimento de 6,8%, acima das previsões iniciais, segundo os resultados de atividade apresentados pela ANCERA (Associação Nacional de Comerciantes de Equipamentos, Peças, Pneus e Acessórios para Automóvel). O relatório atribui este avanço a uma procura sustentada e a melhorias na gestão logística e comercial, fatores que condicionam diretamente os tempos de reparação, a disponibilidade de componentes e a produtividade da oficina.

No fecho do exercício, destaca-se também o desempenho do quarto trimestre, com um aumento homólogo de 8,5%, o mais elevado do ano. Este dado reforça a leitura de um final de 2025 especialmente dinâmico para o setor, num contexto de maior exigência operacional e pressão sobre os custos.

Números-chave de 2025 e previsão para 2026

  • 2025: +6,8% (segundo a ANCERA).
  • 4.ºT 2025: +8,5% em termos homólogos.
  • 2026: previsão de +3,1% (normalização).
  • Fatores de pressão: margens, emprego, incerteza normativa/geopolítica e sustentabilidade.

O que explica o +6,8% em 2025

O balanço de 2025 coloca a distribuição de peças como um dos termómetros mais fiáveis da atividade real do pós-venda. Quando o parque circulante mantém necessidades de manutenção e reparação, o canal abastecedor torna-se um suporte essencial para a continuidade do serviço.

Logística e serviço: as alavancas operacionais

  • Planeamento de stock para reduzir ruturas e melhorar a disponibilidade de referências.
  • Logística mais eficiente (rotas, janelas de entrega e coordenação com a oficina).
  • Melhoria do serviço e do suporte técnico-comercial, sobretudo em referências mais complexas.
  • Gestão de incidências (devoluções, erros de referenciação e tempos de reposição).

Em termos operacionais, este ecossistema não afeta apenas o custo do fornecimento: determina também a rapidez com que a oficina consegue fechar uma ordem de reparação e libertar o elevador. Num cenário de elevada concorrência, a eficiência traduz-se em mais horas faturáveis e menor imobilização.

Porque é que o 4.ºT de 2025 (+8,5%) é relevante

O facto de o 4.ºT ser o trimestre mais forte costuma indicar que a operação conseguiu absorver picos de procura sem degradar o nível de serviço. Para o setor, isto implica capacidade de armazém, precisão na preparação de encomendas e qualidade do catálogo, além de uma última milha fiável.

Variáveis que mais “pressionam” o último trimestre

  • Urgências e encomendas multiponto (entregas mais frequentes e fragmentadas).
  • Elevada rotação em manutenção e desgaste (filtros, travagem, baterias, suspensão).
  • _toggle da referência e redução de devoluções por erro.

2026: previsão de +3,1% e ajuste de expectativas

Para 2026, a previsão do setor aponta para um crescimento mais moderado: +3,1%. A interpretação habitual é a de uma normalização após um ano de forte tração. Neste contexto, a distribuição de peças tende a privilegiar eficiência e proteção de margem acima do crescimento puro.

Prioridades para manter o nível de serviço

  • Otimização de stock: assegurar disponibilidade sem sobredimensionar inventário.
  • Produtividade logística: melhorias em armazém, picking e rotas.
  • Controlo de custos: transporte, energia e estrutura laboral.
  • Nível de serviço (fill rate) como indicador crítico para a oficina.

Desafios estruturais assinalados pela ANCERA

Margens

A ANCERA identifica a pressão dos custos operacionais como uma das variáveis que mais condiciona a rentabilidade do canal. Aqui, a margem depende cada vez mais de eficiência real (logística e processos) do que de volume.

Emprego

O desafio laboral (atração e retenção de profissionais) afeta diretamente a capacidade de serviço. A falta de perfis em armazém e distribuição pode traduzir-se em atrasos e menor fiabilidade de entrega.

Incerteza normativa

A complexidade regulatória e a incerteza geopolítica influenciam planeamento, compras e custos. Para mais contexto setorial, podes consultar a informação do setor de componentes na SERNAUTO.

A oficina e as categorias de maior rotação

Na manutenção preventiva e no desgaste, a disponibilidade de componentes é decisiva no serviço diário. Por isso, faz sentido ligar a categorias internas que concentram procura e rotação:

  • filtros de óleo, ar e habitáculo
  • pastilhas e discos de travão
  • amortecedores e suspensão
  • baterias de arranque
  • kits de distribuição e correias

Ferramentas e análise setorial

A ANCERA enquadra o acompanhamento do mercado em iniciativas orientadas para fornecer informação e apoio, como a ANCERA BI e a ANCERA Innova, com o objetivo de facilitar a tomada de decisão num ambiente mais exigente para o canal.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que é a distribuição de peças no pós-venda?

É o canal que abastece oficinas e redes de reparação com peças, consumíveis e componentes necessários à manutenção e reparação do veículo.

Porque é importante o crescimento do setor?

Porque impacta a disponibilidade de peças, reduz a imobilização e melhora os tempos de reparação. Uma cadeia de fornecimento eficiente sustenta a produtividade da oficina.

Fontes (consultadas e ligadas)

André Ferreira Capelo
André Ferreira Capelo

Profissional com sólida experiência na gestão de stock e forte visão estratégica, focado no crescimento de empresas B2B no mercado digital e online. Especialista em e-commerce, otimização de processos comerciais e implementação de soluções tecnológicas, com orientação para resultados e estratégias de crescimento empresarial no setor automóvel.

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