A AkzoNobel e a Axalta anunciaram que a empresa resultante da fusão se chamará Axanzo. A conclusão da operação está prevista para o início de 2027, sujeita a aprovações regulatórias. Ambas as empresas têm presença forte na repintura automóvel, pelo que a mudança é relevante para as oficinas de chapa e pintura.
- Nome: Axanzo, anunciado a 15 de outubro de 2026, com uma referência histórica às duas empresas.
- Calendário: conclusão prevista para o início de 2027, após aprovações regulatórias.
- Dimensão: cerca de 100 marcas de tintas e revestimentos em mais de 160 países.
- Liderança: Greg Poux-Guillaume, atual CEO da AkzoNobel, será CEO e Chris Villavarayan, da Axalta, será vice-CEO.
- Até ao fecho: as duas empresas continuam a operar de forma independente.
O que foi anunciado
A AkzoNobel e a Axalta comunicaram a 15 de outubro que a empresa criada pela fusão, anunciada em novembro de 2025, se chamará Axanzo. Segundo o comunicado, o nome faz uma referência subtil, mas intencional, ao património das duas companhias. O Jornal das Oficinas deu a notícia a 21 de outubro.
Greg Poux-Guillaume, CEO da AkzoNobel, afirmou: “Axanzo will focus on delivering uncompromising performance to sharpen our competitive edge, while establishing a profitable and sustainable path forward as a world leader in coatings”. Chris Villavarayan, CEO da Axalta, disse: “Axanzo will continuously reset the standard of what coatings can do”.
Calendário e estrutura de liderança
O comunicado indica que a conclusão da fusão deverá ocorrer no início de 2027, depois de cumpridas todas as aprovações regulatórias e condições habituais de fecho. Até lá, as duas empresas continuam a funcionar como entidades independentes. Poux-Guillaume será o CEO da nova organização e Villavarayan será vice-CEO.
A empresa prevê cotar-se na NYSE e na Euronext Amesterdão com o símbolo AXZ. O comunicado não indica a sede da nova empresa. Segundo a documentação regulatória citada, a AkzoNobel registou o formulário F-4 na SEC em maio de 2026 e a Axalta enviou a sua declaração de procuração aos acionistas em junho.
Dimensão e impacto na repintura
A futura Axanzo reunirá cerca de 100 marcas de tintas e revestimentos, presentes em mais de 160 países. A Revista Pós-Venda recorda que as duas empresas têm uma forte presença na repintura automóvel e que a integração é importante para as oficinas de colisão. O Jornal das Oficinas acrescenta que clientes e parceiros continuarão a ser acompanhados pelas atuais equipas comerciais.
O comunicado sublinha que o anúncio do novo nome não altera a forma como clientes e parceiros trabalham atualmente com cada uma das empresas. Não foram divulgadas, nas fontes consultadas, informações sobre a gama de produtos, as marcas de repintura que se manterão, nem sobre eventuais mudanças nas condições comerciais para oficinas portuguesas.
Próximos passos
A AkzoNobel convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para 30 de novembro de 2026, segundo o seu site institucional. A evolução das aprovações regulatórias determinará a data final da fusão. Para as oficinas, a recomendação é acompanhar as comunicações do fornecedor habitual, já que, por agora, nada muda na relação comercial.
