AkzoNobel e Axalta ajustam a governação da fusão após diálogo com acionistas
A AkzoNobel e a Axalta, duas das principais fornecedoras de tintas de repintura automóvel presentes nas oficinas de carroçaria em Portugal, anunciaram melhorias nos mecanismos de governação propostos para a empresa combinada, na sequência do diálogo mantido com acionistas e outras partes interessadas. A alteração não muda o calendário da fusão, mas reforça as regras que vão determinar o controlo da futura empresa de tintas resultante da união entre iguais.
- Reeleição anual dos administradores a partir do quarto ano após a conclusão da fusão, em vez dos cinco anos inicialmente previstos.
- Limiar de aprovação reduzido: de 75% para dois terços nas propostas sobre nomeação e destituição de administradores durante o período inicial de três anos.
- Sem alterações aos Estatutos Sociais propostos para a empresa combinada, nem ao calendário das assembleias.
- Assembleias mantidas para 5 de agosto de 2026, tanto da AkzoNobel como da Axalta.
Diálogo com acionistas leva a ajustes na governação
Desde o anúncio da proposta de fusão entre iguais, com troca de ações, e da convocação das Assembleias Gerais Extraordinárias (AGE) das duas empresas, a AkzoNobel e a Axalta têm mantido um diálogo com os acionistas e outras partes interessadas sobre a governação da empresa combinada. Na sequência desse processo, as empresas propõem agora que todos os administradores passem a ser sujeitos a reeleição anual após o período inicial de três anos subsequente à conclusão da fusão, em vez dos cinco anos inicialmente previstos.
Foi igualmente reduzido de 75% para dois terços o limiar de aprovação aplicável durante esse período inicial de três anos para propostas à assembleia geral relativas à nomeação e destituição de administradores, à nomeação e destituição do CEO, Vice-CEO e CFO, à designação dos cargos de presidente e vice-presidente e a alterações na política de remuneração.
O que dizem os presidentes das duas empresas
“Temos o prazer de anunciar estas melhorias na governação após um diálogo construtivo com os nossos acionistas. Acreditamos que estas alterações reforçam o nosso compromisso com uma governação corporativa sólida e uma supervisão eficaz do Conselho, ao mesmo tempo que reforçam ainda mais a estrutura de governação da empresa combinada”, declarou Rakesh Sachdev, presidente do Conselho de Administração da Axalta.
Por seu lado, Ben Noteboom, presidente do Conselho de Supervisão da AkzoNobel, afirmou: “Ouvimos atentamente os nossos acionistas e acreditamos que estas mudanças refletem o espírito de parceria e responsabilidade que definirá a empresa combinada desde o primeiro dia.”
O calendário da fusão mantém-se inalterado
Estas melhorias na governação não exigem quaisquer alterações aos Estatutos Sociais propostos para a empresa combinada. Consequentemente, mantêm-se a Assembleia Geral Extraordinária da AkzoNobel e a Assembleia Geral Extraordinária da Axalta, previstas para 5 de agosto de 2026, com os pontos da ordem de trabalhos inalterados.
Porque interessa às oficinas de repintura em Portugal
Para as oficinas de chapa e pintura que trabalham com marcas de repintura destas duas casas, como Sikkens, Standox ou Spies Hecker, a fusão entre AkzoNobel e Axalta representa uma reorganização de fundo do mercado de tintas automóveis a nível mundial. Ainda que o processo de governação corporativa pareça distante do dia a dia da oficina, a operação vai determinar a estrutura de decisão da empresa que fornece produtos de repintura, formação técnica e ferramentas de gestão de cor a boa parte da rede portuguesa de reparação e carroçaria nos próximos anos.
Fuentes
- https://jornaldasoficinas.com/pt/akzonobel-e-axalta-ajustam-mecanismos-de-governacao-da-fusao/
- https://www.akzonobel.com/en/media/media-releases/akzonobel-and-axalta-enhance-governance-arrangements-following-shareholder-dialogue
- https://www.globenewswire.com/news-release/2026/07/23/3331879/0/en/AkzoNobel-and-Axalta-enhance-governance-arrangements-following-shareholder-dialogue.html

